Holodomor, a maior farsa do século XX?

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Holodomor, a maior farsa do século XX?

Mensagem por Michael Scofield em Qui Abr 12, 2018 11:19 pm

Holodomor, a maior farsa do século XX

Creio que muitos dos leitores já sabem o que foi o Holodomor, ou no mínimo já ouviram alguma menção sobre. Holodomor foi o “Holocausto ucraniano”. Mais especificamente uma grande fome no antigo território soviético que atualmente é o Estado independente da Ucrânia, supostamente causada por Stálin durante os anos 1932-1933. Segundo a tese reacionária, a principal causa da fome foi a coletivização da agricultura.

Pois bem, essa fome realmente existiu, porém não foi causada pela URSS, tampouco por Stálin. Vamos desde o começo. Um homem chamado “William Hearst” é o centro desse mito. Ele é conhecido como “O pai da imprensa amarela”, era um grande milionário e exímio propagador de mentiras no mundo jornalístico. As notícias eram compradas a qualquer preço e quando não havia coisas para disseminar sua propaganda sensacionalista, cabia aos jornalistas e fotógrafos “achar” o assunto. É justamente esta a marca da “imprensa amarela”, a mentira e a “crueldade” contada como verdade. Ele era extremamente conservador, nacionalista e anti-comunista.

Certa vez fez uma viagem para a Alemanha e foi recebido por Hitler como seu amigo. Depois dessa visita, sua propaganda se tornou mais reacionária, intensificando as mentiras contra o comunismo e o regime soviético. Sua maior campanha de imprensa foi a dos “milhões de mortos” na fome ucraniana. Essa campanha se iniciou em 1935 com um título na primeira página: “Seis milhões de mortos de fome na União Soviética”. O que aconteceu na verdade foi que em meados dos anos 1925-1929, a burguesia rural, os chamados ‘kulaks’, a única classe capitalista ainda remanescente na URSS, rejeitava vender o excedente da produção de trigo e cereais, fundamentais para a alimentação dos operários urbanos e para a política de industrialização acelerada, a preços baixos, pré-fixados de acordo com os custos de produção e uma taxa de lucro limitada, diminuindo a produção, informando safras menores e consequentemente especulando para vender a preços maiores e obter mais lucro. Nesse sentido, cada vez mais a necessidade da coletivização agrícola em torno dos kolkhozes, cooperativas de trabalhadores rurais, se fazia necessária. Foi quando a resolução do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética, após diversos debates internos, decidiu por ampliar a socialização das grandes fazendas e eliminar os camponeses ricos enquanto classe:

“É necessário passar, no trabalho prático do Partido, de uma política de limitação das tendências exploradoras dos kulaks para uma política de liquidação dos kulaks enquanto classe (…) Não se pode permitir que os kulaks se juntem aos kolkhozes.”


Luta de classes no campo soviético: trabalhadores e camponeses pobres x burguesia agrária

Tais latifundiários semi-feudais não se contentaram em perder a terra para os trabalhadores e camponeses pobres, travando consequentemente uma brutal e sanguinária luta de classes, algo que envolveu diretamente cerca de 120 milhões de camponeses, dentre os quais, pelo menos 110 milhões de camponeses pobres e trabalhadores, como relata o historiador belga Ludo Martens:

“Após a resolução do Comitê Central do PCUS, que anunciava o fim das relações capitalistas no campo, os kulaks lançaram-se num combate de morte. Para sabotar a coletivização, incendiavam as colheitas, celeiros, casas, instalações e matavam militantes bolcheviques. Mas, sobretudo, eliminavam cavalos e bois, uma parte essencial das forças produtivas no campo, procurando assim tornar impossível o desenvolvimento da produção coletiva. Todo o trabalho da terra ainda era efetuado com animais de tração. Os kulaks exterminaram metade do efetivo. Para não entregarem o seu gado à coletividade, abatiam-no e incitavam os camponeses médios a fazerem o mesmo.

Dos 34 milhões de cavalos que contava o país em 1928, apenas 15 milhões restavam vivos em 1932. Um bolchevique irónico falou da eliminação da ‘classe’ dos cavalos. Dos 50 milhões de bois, restavam 40,7 milhões em 1932, das 31 milhões de vacas, 18 milhões. De 26 milhões de porcos, só 11,6 milhões. Evidentemente, esta destruição de forças produtivas teve consequências desastrosas: em 1932, o campo conheceu uma grande fome, causada pela sabotagem e as destruições efetuadas pelos kulaks. Mas os anticomunistas atribuíram a Stálin e à “coletivização forçada” as mortes provocadas pela ação criminosa dos kulaks.”

A falta de alimentos, em decorrência do terrorismo burguês e contra-revolucionário, além de reduzir a produção de alimentos, deixou as pessoas fracas, suscetíveis a epidemias e por conseguinte aumentando a quantidade de vitimas de doenças e mortes.

De forma canalha e oportunista, foram lançados vários livros sobre esse período culpando Stálin, principalmente vindo de um homem chamado “Robert Conquest”. Toda essa farsa foi desmascarada em 1987 por um jornalista. As fotos do Holodomor na verdade, em sua maioria, eram fotos da fome dos anos 20. Quem provou a mentira foi um jornalista chamado “Douglas Tottle”, que demonstrou toda a falsificação em seu livro “Fraud, Famine and Fascism, The Ukrainian Genocide Myth from Hitler to Havard”. Ele mostra também que o jornalista que fazia reportagens sobre a fome, na verdade nunca nem sequer tinha ido para a Ucrânia, e não passava de um condenado que escapou de uma prisão no Colorado. Essa e outras mentiras foram desmascaradas com a abertura de arquivos feita por Gorbachev, que provou dentre outras falácias, que o número de pessoas executadas e condenadas no GULAG era bem menor do que o relatado pela propaganda imperialista. Além de Conquest e Hearst, a IRD, CIA, MI5, e outras organizações de inteligência contribuíram na propagação das mentiras sobre a URSS, inclusive essa do Holodomor. O número de pessoas mortas nessa fome segundo os propagandistas foram de 15 milhões, porém o dado exato não se sabe.

Conclusão: A fome existiu, mas de modo nenhum pode ser atribuída a Stálin, mas sim pela luta de classes na disputa pela terra envolvendo os camponeses ricos (kulaks) e os camponeses pobres, bem como em decorrência do terrorismo aplicado pelos primeiros contra os segundos.

Referências:

[1] https://www.marxists.org/portugues/martens/1994/olhar/08.htm

[2] https://www.marxists.org/portugues/martens/1994/olhar/08.htm

http://www.mariosousa.se/mentirassobreahistoriadauniaosovietica.htm









Negadores / refutadores do Holodomor?? Temos!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. É pouca zoeira dos comunas?
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Re: Holodomor, a maior farsa do século XX?

Mensagem por brunolobo em Qui Abr 12, 2018 11:36 pm

de boa, se encontro um cara desses pessoalmente, tentaria espancar até a morte. só não consumaria o ato se conseguissem me parar.





edit: pesquisei aqui o nome do lixo humano, vejam só que "coincidência": Ludo Martens (Torhout, 12 de março de 1946 – 5 de junho de 2011) foi um historiador e presidente do Partido dos Trabalhadores da Bélgica.

depois eu falo que petista bom é petista morto e o pessoal fica chocadinho, vão tomar no cu porra.
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Re: Holodomor, a maior farsa do século XX?

Mensagem por Montfort em Qui Abr 19, 2018 4:57 pm

Ainda tenho o livro (Day and Eternity of James Mace) e a carta que recebi do Consulado da Ucrânia em Curitiba, na época da faculdade. Na época, o embaixador da Ucrânia no Brasil era um sobrevivente que viu o próprio irmão morrer de fome. Ainda tive a oportunidade de conversar com alguns sobreviventes que viviam em Prudentópolis. Hoje já devem estar mortos; senão morreriam ao ver uma filhadaputagem dessas.
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Re: Holodomor, a maior farsa do século XX?

Mensagem por Michael Scofield em Sex Abr 20, 2018 3:17 pm

@Montfort escreveu:Ainda tenho o livro (Day and Eternity of James Mace) e a carta que recebi do Consulado da Ucrânia em Curitiba, na época da faculdade. Na época, o embaixador da Ucrânia no Brasil era um sobrevivente que viu o próprio irmão morrer de fome. Ainda tive a oportunidade de conversar com alguns sobreviventes que viviam em Prudentópolis. Hoje já devem estar mortos; senão morreriam ao ver uma filhadaputagem dessas.

Valeu pelo relato Montfort.

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Re: Holodomor, a maior farsa do século XX?

Mensagem por Montfort em Sex Abr 27, 2018 5:18 pm

@Michael Scofield escreveu:
@Montfort escreveu:Ainda tenho o livro (Day and Eternity of James Mace) e a carta que recebi do Consulado da Ucrânia em Curitiba, na época da faculdade. Na época, o embaixador da Ucrânia no Brasil era um sobrevivente que viu o próprio irmão morrer de fome. Ainda tive a oportunidade de conversar com alguns sobreviventes que viviam em Prudentópolis. Hoje já devem estar mortos; senão morreriam ao ver uma filhadaputagem dessas.

Valeu pelo relato Montfort.

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Não, e nunca cheguei nem perto de quem fosse. O site já foi bom, quando o fundador da Associação era o prof. Fedeli, falecido em 2009. De lá pra cá, já era.
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Re: Holodomor, a maior farsa do século XX?

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